O Rio foi seu berço, mas sua casa é o Brasil. Unipresente. Somos todos, menos alguns. Talvez não seja cientificamente exata a frase que, de tão usada, logo se tornaria clichê: a de que "o Flamengo é uma nação". Talvez, mais exato seria dizer que, ao contrário, a nação é que é Flamengo.
Consagrado.
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O Flamengo não me decepcionou mas também não me deixou feliz. Mas me deixou a certeza do que eu mais quero nessa vida: Ser rubro negro eternamente. Porque eu lembrei de todos os momentos felizes que eu passei torcendo para este clube. Todas as vitórias, todas as demonstrações de amor, todos os vídeos, fotos, declarações, textos, de sua história que não presenciei, e até aqueles que presenciei mas é sempre bom ver de novo. Quero ser rubro negro eternamente, não porque tem a maior torcida, ou porque tem mundial, ou porque só espero vitórias. Mas porque eu amo. Amar é estar junto. Amar é querer o bem. Amar e saber que daqui a alguns anos, eu vou contar aos meus filhos “tá vendo essa fase? Eu acreditei!” “tá vendo esse jogo? eu chorei mas não desisti” “tá vendo esse clube? Sempre o amei, nos seus altos e baixos. Fui fiel á ele. Porque ele sempre foi fiel a mim.”
CRF Melhor Do Mundo.  (via crfmelhordomundo)

17novembro1895:

Saudações flamengas a todos. Outro dia alguém me perguntou: “você tem UMA CHANCE de voltar no tempo. Qual dia escolheria?” Pus-me a matutar. Vi todo o hexa, a Libertadores, o Mundial, uma beirinha de um tricampeonato e depois mais dois, vi títulos nacionais, internacionais, uma constelação de craques passou pelos meus olhos. Teria que ser algo inédito, nunca antes vivido. Penso e penso, fecho os olhos, apenas imerso em sonhos. De repente, desperto com um facho de luz. Holofotes, quer dizer, refletores. É noite, uma brisa morna e persistente aquece-me o corpo, inquietamente instalado sobre um degrau cimentado, olho ao redor e me sinto pequeno diante do leviatã de cimento que me cumprimenta, familiar. Estou no Maracanã. O Flamengo entra em campo. Também o adversário. Que também é o Flamengo. Não parece fazer sentido. Um arquibaldo grita “olha lá o Joel, como tá gordo”, outro “o Dida não mudou nada”, “pô, olha só o Valido, será que vai meter gol hoje”? Esfrego os olhos, vislumbro semblantes familiares. Sim, é um amistoso comemorativo, denuncia a arredondada forma de alguns jogadores. De rubro-negro, está ali o time do segundo tri, o Rolo Compressor, cuidadosamente trajado até de calções negros para relembrar o dia da conquista. De branco, os senhores do primeiro tri, reforçados por alguns mais “jovens”. Arrepio-me. É surreal, misterioso, feérico. Inimaginável. Trinta anos de história estão em campo. Trinta anos de Flamengo. Soa o apito. Vinte e dois heróis começam a acariciar a bola, quarenta mil eleitos dedicam-se a suspirar. E lá está Bría lançando Valido, que é desarmado por Jordan, que dá a Dequinha, que ajeita com extrema categoria e arruma para Zagalo, que cruza para Benítez, que perde para Biguá, que estica para o “jovem” Gerson Canhotinha, que ajeita para Silva Batuta (outro “garoto”), que chuta sua famosa bomba, que vai pro gol, e Zizinho bate palma. Sonho,puro sonho. Agora é Dida, o homenageado da noite, que trama com Joel, que dá a Babá, que arranca gemidos ao riscar a defesa e rolar na saída do goleiro, o segundo tri empata, e Don Fleitas dá um sorriso, satisfeito. O aposentado Flávio Costa continua obcecado, não quer perder nem amistoso, mas o clima é ameno, e Dotô Rubens aciona Duca, que perde pra o grande Domingos (sempre com enorme categoria), daí a Nelsinho, que ajeita para Henrique Frade, que chuta, na confusão um pé põe pra dentro, é gol, dois a um pro primeiro tri, mas agora ninguém mais presta atenção pra isso, é Flamengo contra Flamengo, é pura magia, espetáculo, comoção, é a gaita de Ari que trila junto com o apito final, não há vencedores ou vencidos, duas gerações de tricampeões trocam abraços e afagos numa retumbante comunhão com sua nação, que explode em palmas e cânticos emocionados. Ninguém está imune, nada está indiferente à belíssima expressão de fé flamenga professada dentro das quatro linhas do Maracanã. Mas ainda há mais. Agora é a hora do jogo principal. O time titular do Flamengo entra em campo, junto com uma equipe que veste alvinegro, mas não é o Botafogo. São europeus. O placar esclarece, é a Juventus de Turim, é o poderoso campeão italiano. Olhar mais atento, logo se pode identificar suas estrelas, estão lá o goleiro Zoff, os defensores Scirea e Gentile, o meia Causio, o atacante Bettega, metade da seleção italiana. O jovem árbitro José Roberto Wright dá início à partida. Eu não estou refeito do choque da preliminar, e agora vejo diante dos meus olhos uma nova constelação de craques. Rodrigues Neto, Liminha, Doval, Zico, Júnior… Os italianos se entrincheiram atrás, chamam o Flamengo, que, pleno da impetuosidade de seu time jovem, aceita o combate e cai na armadilha. Primeiro contragolpe, Cantarele salva. Segundo ataque, agora é Rondinelli que se atira na grama e evita o perigo. Mas na terceira bola os italianos saem na frente. O Flamengo parece assustado, e o torcedor, ainda zonzo, mal consegue gritar. É uma noite linda, de festa. E um garoto alto e magrelo começa a pensar que isso do Flamengo perder não tá certo. E começa a chamar a bronca. E começa a mudar a história do jogo. No meio de tantos craques, Geraldo resolve jogar bola. O torcedor coça a cabeça e sorri. Porque quando Geraldo quer bola, adeus. Cabeça levantada de monarca, Geraldo vai ignorando solenemente o mais temido e respeitado sistema defensivo do planeta, e distribui passes cortantes e precisos, e lançamentos aveludados, chamando Júnior e Rodrigues Neto pro jogo. Numa dessas tramas, Geraldo acha Doval, o endiabrado Doval, que se livra de seu marcador e manda a bomba, Zoff faz grande defesa e espalma, o próprio Doval vem no rebote e mergulha de cabeça, é o empate, suado, na raça, bem do jeito de Doval, bem ao gosto flamengo, o estádio explode, vejo-me berrando e gritando gol. Sei como isso vai acabar. Mesmo que não soubesse. Porque a Nação agora quer a vitória, enche-se de flama, e vai empurrar seu time até o fim. Zico, caçado por todo o jogo, recua, faz o balanço com Geraldo, que continua imarcável, assobiando suas jogadas de gênio e enlouquecendo adversários, companheiros, torcedores e jornalistas. Geraldo gesticula qualquer coisa pra Zico. Recebe de Doval, e começa a trotar um trote impassível, inatingível, pairando pela defesa italiana, nem olha o solo, leva um, dois, três, quantos aparecem pela frente. Zico, que já sabe o que fazer, acompanha o lance e numa piscadela percebe a bola lhe grudando os pés, oferecida manhosamente por um assobio afetuoso do amigo. O Galinho espera Zoff lhe dar um canto, apenas para deslocar o consagrado goleiro e rolar macio no outro lado. O Flamengo vira, faz 2-1 e vai ganhar do campeão italiano, uma virada que coroa uma noite de gala, em que a palavra final é de Zico. Como brinde, uma espécie de recital é executado por um moleque que faz sua estreia nessa noite, um menino magrinho, que arranca dribles e risadas. Um tal de Júlio César. Esse promete. muitos dizem. E, às gargalhadas, termina a partida. O gigante de cimento vai-se esvaziando aos poucos, escoa-se uma multidão feliz e risonha, que canta alegre sua paixão. Sem forças, deixo-me abandonar enquanto as lágrimas insistem em molhar-me a face. Úmida, minha vista embota-se, e os contornos da incessante luz começam a se misturar ao verde intenso, ao negrume celeste, amalgamando-se em uma nuvem disforme, que me vai envolvendo em um sono profundo, saciado, pleno. Acordo. E volto à vida. E sim, um sorriso me remete de volta à pergunta “e se pudesse voltar no tempo?”, sim, agora tenho a resposta clara, cristalina. 05 de julho de 1975. A noite em que o Flamengo viu sua história jogar futebol. 

Adriano Melo

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Foi, sem sombra de dúvida, a melhor apresentação do Flamengo no ano. O time rubro-negro jogou com o coração na ponta da chuteira, ganhou todas as divididas e, assim, conseguiu neutralizar a maior categoria do Atlético Mineiro. Amaral colocou Ronaldinho Gaúcho no bolso. E Vágner Love voltou a marcar, aliás, um golaço, de meia-bicicleta, colocando o Fla em vantagem, no primeiro tempo. (…) Grande vitória do Fla, que assim sobe para a décima posição e abre sete pontos da temida zona do rebaixamento. E por que o time de Dorival Júnior melhorou tanto, a ponto de derrotar, com absoluta justiça, uma das melhores equipes do campeonato? A explicação perfeita, simples e direta, foi dada por Vágner Love, na saída do primeiro para o segundo tempo.
- Por que ganhamos? Porque jogamos como Flamengo.
Renato Maurício (via fla-ever)
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GOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOL, pera que eu só to treinando.

vamos-flamengo:

nosso-fla:

Novembro, 2011 — “Eu te batizo. Uma vez Flamengo, sempre Flamengo” Nunes.

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Só um aviso: antes de falar mal do meu flamengo, tenha amor aos dentes.

nosso-fla:

Eu já tinha feito gol pela base, mas fazer no profissional é inesquecível. Estou muito feliz, pela minha família, por todos que torceram por mim. Bola para frente. Foi muita superação que eu passei. Não tem explicação. A gente sabia que botar a camisa do profissional era diferente. Dedico o gol para a minha família toda. — Adryan

nosso-fla:

O respeito às classes sociais e a forma como todos se tornam iguais pelo simples fato de vestirem as mesmas cores, é motivo de orgulho para nós Rubro-Negros e um exemplo a ser seguido não apenas pelas demais torcidas, mas por toda sociedade. O Manto Sagrado Rubro-Negro torna todas as pessoas iguais, semelhantes, sem qualquer distinção. — Jefferson Freire
envolvendo-se